Oito córregos urbanos de Palmas começaram a ser monitorados pela Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA) de Palmas, para a avaliação da vazão e qualidade da água. A iniciativa, que teve início neste mês de julho, faz parte do Programa Água Viva, e irá auxiliar na tomada de decisões sobre a conservação dos corpos hídricos do município. Os córregos são o Cachimbo, Sussuapara, Brejo Comprido, Prata, Taquari, Santa Bárbara, Cipó e Machado.

De acordo com o biólogo da FMA responsável pelo Programa Água Vivad, Marcelo Grison, o monitoramento dos cursos d’água será feito por meio de coletas. “Isso nos permitirá observar fenômenos como o nível de poluição, assoreamento, contaminação e lançamentos indevidos. Com base nestas informações podemos tomar medidas eficazes de recuperação”, explicou.

Monitoramento

O monitoramento da qualidade da água conta com a colaboração da professora de saneamento ambiental do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) Cláudia Rezende. O trabalho de avaliação da vazão é em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

As coletas de água para verificação de qualidade serão feitas em até três pontos distintos dos córregos, sempre considerando a extensão. A vazão é medida já na extremidade final do curso d’água e exige no máximo duas coletas. “No entanto, o nível de vazão é verificado em duas etapas, uma no período da chuva e outra no período da seca”, explicou o biólogo.

Ainda de acordo com Grison, esse trabalho está sendo projetado em longo prazo e deve ser estendida a toda bacia de Palmas. “Esse trabalho vinha sendo planejado há bastante tempo e foi possível iniciar agora graças a um recurso recebido de uma compensação ambiental. Já pagamos as duas etapas de avaliação laboratorial e de coletas. Também adquirimos os equipamentos que auxiliarão nosso trabalho.”

Entre os equipamentos consta a aquisição de dois drones, que serão utilizados para registros de imagens, para apoiar as análises laboratoriais, indicando em que locais os córregos estão mais comprometidos em relação a assoreamento, poluição, dentre outros.

“Esse trabalho de caráter contínuo e que demanda a observação de medidas ano a ano, identificação de marcas históricas. É da natureza das cidades a pressão para expansão de projetos imobiliários, por isso a importância desse acompanhamento. Estamos tratando da água que abastece nossa cidade. E desses corpos hídricos depende parte da nossa saúde, conforto urbano, riquezas econômicas e ambientais, dentre outros”, justificou Grison ao acrescentar que de posse dos dados será feita a sistematização e leitura para verificar os locais que precisam da intervenção da

FMA

A Fundação está viabilizando para o próximo ano uma parceria com o IFTO para que as análises da água sejam realizadas pelo laboratório do Instituto, a custo zero para o município. (Secom Palmas)