O miliciano Edmilson Gomes Menezes, conhecido como Macaquinho, foi presona comunidade do Campinho, na Zona Norte do Rio. No momento em que foi localizado por policiais civis, o criminoso estava escondido embaixo de uma cama, dentro de uma casa vizinha à residência em que ele vivia na favela.

 

Edmilson chefia o grupo paramilitar que domina não só o Campinho, como também as comunidades do Fubá e do Jordão, na mesma região, e as favelas Barão, Divino e Chacrinha, todas em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. Ele era apontado pelas autoridades como um dos milicianos mais procurados do estado. O Disque-Denúncia (21 2253-1177) oferecia recompensa de R$ 5 mil por informações que pudessem levar à captura do criminoso.

O bandido foi preso por uma Força-Tarefa de Combate às Milícias da Polícia Civil. Segundo a corporação, participaram da ação agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

No passado, Edmilson chegou a ser aliado de Wellington da Silva Braga, o Ecko, miliciano que era tido como o mais perigoso do Rio e foi morto em um confronto com a polícia em junho deste ano. Os dois, porém, romperam relações e chegaram a travar, em janeiro, uma guerra pelo controle da Gardênia Azul, também em Jacarepaguá. Edmilson sempre esteve associado ao miliciano Danilo Dias Lima, o Tandera, mais um ex-companheiro de Ecko.

Em novembro do ano passado, um irmão de Macaquinho, Michel Gomes Menezes, conhecido como Chechel, foi preso com outros quatro comparsas pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), mais uma vez em Jacarepaguá. Na ocasião, de acordo com a Polícia Civil, o bando estava se preparando para realizar um ataque Morro do Dezoito, no mesmo bairro, que é dominado pela maior facção criminosa do estado