O tio de uma criança de 10 anos, que ficou grávida após ser estuprada, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES)  quando ele também se entregou à polícia, afirmando ter sentido medo de ser linchado caso continuasse foragido.

As Promotorias de Justiça da Infância e Juventude e da Criminal de São Mateus disseram que acompanham o caso desde o início, “visando à proteção, saúde e resguardo dos direitos da vítima”. O MP reforçou que a legislação protege crianças e adolescentes em casos como esse. As informações seguem, portanto, em sigilo. A menina foi para Pernambuco realizar a interrupção da gravidez imprópria.

Por isso, o órgão instaurou procedimento para investigar grupos que teriam ameaçado a família da menina, publicado vídeos com informações sobre ela, além de outras práticas, para que os atos ilícitos sejam verificados.

A Justiça, inclusive, acolheu uma ação do MPES e deferiu liminar, no último domingo, para que um vídeo nas redes sociais expondo a vítima fosse excluído. Aplicativos como Facebook, Twitter e Google tiveram 24 horas para adotarem as medidas solicitadas, entre elas: fornecimento dos dados e registros eletrônicos e remoção urgente do conteúdo da internet.