O assassinato da professora Danielle Christina Lustosa Grohs, em Palmas, completa dois anos nesta quarta-feira (18). O caso chocou o Tocantins tanto pela violência e quanto pelo desenrolar da investigação. Na época, um dos fatos que mais chamou atenção para o caso foi a tentativa de fuga e posterior prisão do ex-marido de Danielle, o médico Álvaro Ferreira, que foi acusado do crime pelo Ministério Público Estado e pela Polícia Civil.

A Justiça já definiu que Ferreira deve ir a Júri Popular, mas isso ainda não tem data para acontecer. O médico aguarda o julgamento em liberdade e atende normalmente na rede pública de saúde da capital. Ele é monitorado 24 horas por dia através de uma tornozeleira eletrônica.

No último dia 6, o juiz Jocy Gomes de Almeida negou um pedido da defesa de Álvaro para que a tornozeleira fosse removida. Eles alegavam que não há evidências de que ele queira fugir ou que possa causar prejuízo a ordem pública. Disseram ainda que não era razoável a manutenção da tornozeleira por um prazo tão longo.

O pedido já tinha sido negado pela primeira instância, mas a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça. Na nova decisão, o juiz destacou: “não vislumbro excesso de prazo, tendo em vista que os andamento dos autos, bem como as medidas cautelares impostas encontram-se compatíveis com o princípio da razoabilidade e para garantia da ordem pública”.

O G1 tentou contato com a defesa do médico para comentar o caso, mas as ligações não foram atendidas. Álvaro Ferreira sempre negou ter cometido o crime. Ele alegou inocência diante do juiz quando foi interrogado na segunda audiência do caso e chegou a chorar durante os depoimentos de algumas das testemunhas.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o crime teria acontecido por vingança. Isso porque a professora denunciou o médico por violação de medida protetiva um dia antes do crime. Álvaro Ferreira chegou a ser preso após tentar esganar a ex-mulher, mas foi colocado em liberdade no dia 17 de dezembro de 2017, logo após audiência de custódia. A professora foi morta algumas horas depois.

O caso

O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro. O médico ficou quase um mês foragido após o crime. Ele foi preso no dia 11 de janeiro em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima.

A defesa do médico tentou alegar durante as primeiras audiências do caso, em que testemunhas foram ouvidas pelo juiz, que a ex-namorada dele, Marla Cristina Barbosa poderia estar envolvida. Ela chegou a ser presa porque acompanhou ele durante parte da fuga. Não foi feita nenhuma denúncia contra ela porque tanto a polícia quando o Ministério Público entenderam que não há elementos que provem a participação dela no caso. As informações são do G1 Tocantins.