Os Estados Unidos atingiram na terça-feira (19) a marca de 400 mil mortes por Covid-19, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins. Em números absolutos, é o país mais atingido pela pandemia, com mais de 24 milhões de casos confirmados de coronavírus.

 

A situação grave nos EUA se mostra também pela proporção de mortes por Covid-19 na comparação com o resto do mundo. Das mais de 2 milhões de vítimas registradas desde o começo da pandemia, cerca de 20% pessoas morreram pela doença em solo americano. O Brasil, com mais de 210 mil mortes, é o segundo com mais mortes pelo coronavírus.

 

A disseminação do vírus se agravou na mudança do outono para o inverno no Hemisfério Norte, quando os EUA comemoraram o Dia de Ação de Graças (novembro) e as festas de fim de ano. Embora alguns estados tenham anunciado restrições, grande parte do país continua com comércio e outras atividades funcionando normalmente.

 

Desde dezembro, os EUA vacinam a população contra a Covid-19, com as vacinas produzidas pela Pfizer/BioNTech e Moderna. A campanha começou em todo o país, primeiro com trabalhadores de saúde, mas as autoridades temem que comece a faltar doses nos próximos dias.

 

Novo governo quer mais restrições

 

O presidente eleito Joe Biden, que toma posse nesta quarta, pretende reforçar as medidas de prevenção à Covid-19 e quer incentivar o uso de máscaras em todo o país ao menos até abril.

 

Na noite de terça, uma porta-voz do novo governo disse que o país não flexibilizará a entrada de viajantes provenientes de outros países, incluindo o Brasil, contradizendo uma ordem do governo de Donald Trump que retiraria a suspensão a partir de 26 de janeiro.