O Ministério Público do Rio abriu um inquérito para investigar o caso “Guardiões do Crivella” e pediu esclarecimentos ao prefeito em relação ao caso revelado pelo RJ2 na última segunda-feira (31).

O que diz o MP

O  próprio MP tinha aberto um procedimento preparatório criminal para investigar — que é um procedimento anterior ao inquérito. Além do crime de associação criminosa e constrangimento ilegal, previstos no artigo 288 e 146 do Código Penal, será avaliada a prática da conduta criminosa do artigo 1º, inciso II do decreto lei 201/67, que trata da responsabilidade de prefeitos.

 A Polícia Civil fez uma operação para cumprir nove mandados de busca e apreensão, e apreendeu celulares, computadores e documentos.

O MP também recebeu um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que investigue se Crivella, que é candidato à reeleição, violou a legislação eleitoral ao articular com funcionários comissionados para influenciar a cobertura jornalística do atendimento de hospitais municipais.

Resumo

Funcionários da prefeitura vão a hospitais para fazer plantão e impedir reportagens ou denúncias

Eles se organizam em grupos de whatsapp, formados também pelo prefeito e por secretários

Após a reportagem, o ministério público abriu investigações sobre o caso

Um pedido de impeachment foi protocolado na câmara dos vereadores

A polícia civil fez operação de busca e apreensão

Como funciona o esquema

Os “guardiões” são distribuídos por escalas, postam fotos para “bater ponto” e comemoram quando atrapalham a imprensa

O líder do esquema é marcos luciano (o ml), que foi missionário com crivella e é assessor especial do gabinete do prefeito

Ml teve bens apreendidos, como celular, notebooks e dinheiro

Há funcionários que têm salário maior do que enfermeiros e técnicos de enfermagem

Os Guardiões do Crivella no 1º escalão

Membros do primeiro escalão do governo fazem parte do grupo “Guardiões do Crivella”. São eles:

Marcelo Crivella – prefeito do Rio;

Beatriz Busch – secretária municipal de Saúde;

Paulo Amêndola – presidente do Instituto Pereira Passos;

Adolfo Konder – secretário Municipal de Cultura;

Valéria Blanc – assessora que faz a interlocução do prefeito com a imprensa;

Marcelo Marques – Procurador-Geral do município;

Paulo Mangueira – presidente da Comlurb;

Margareth Cabral – chefe de Gabinete do prefeito;

Airton Aguiar – presidente da CET-Rio;

Paulo Albino – secretário especial do prefeito;

Flávio Graça – superintendente de Educação da Vigilância Sanitária.

Nas mensagens obtidas pelo RJ1, eles não se manifestam.