O presidente Jair Bolsonaro disse não “acreditar” mais ser possível a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que institui o comprovante impresso do voto nas eleições estaduais, municipais e federais.

“Não acredito mais que passe na Câmara o voto impresso, tá? A gente faz o possível. Vamos ver como é que fica”, afirmou, ao ser questionado por apoiadores sobre o tema em frente ao Palácio da Alvorada.

O  presidente da comissão especial da Câmara que analisa o projeto, Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), manobrou e encerrou reunião autoconvocada do colegiado sem que o texto fosse votado. A tendência era que os deputados rejeitassem a proposta.

Para justificar a decisão, Martins disse que era preciso dar mais tempo ao relator, Filipe Barros (PSL-PR), para analisar sugestões de deputados e fazer alterações no texto.

A PEC que está em discussão é a 135 de 2019 e foi redigida pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Corre o risco de desandar já na comissão especial, sem necessidade de ir à plenário.

O presidente Jair Bolsonaro é um dos principais entusiastas da criação de um comprovante impresso veiculado à urna eletrônica. Segundo ele, só assim seria possível “auditar” o pleito, evitando possíveis fraudes.

Em 9 de julho, o chefe do Executivo chamou o presidente do  TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Roberto Barroso, de “idiota” e afirmou que o país poderá “não ter eleições” sem a possibilidade do voto impresso.