O vereador Major Negreiros, alvo de mandado de prisão pela segunda fase da operação Jogo Limpo, deflagrada na última semana, no Tocantins, retornou ao Brasil na manhã desta quarta-feira, 8, de viagem internacional que fazia com a família em Santiago, no Chile, para se de apresentar à polícia.

 Como informado pela assessoria do parlamentar, e confirmado pelo vereador, as passagens já estavam compradas para que ele se apresentasse hoje, em Palmas, às 20h, mas com o mandado de prisão em aberto há cinco dias, o parlamentar foi interceptado pela Polícia Federal assim que chegou ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão.

Em entrevista ao T1, Negreiros explicou a situação. “Eu me apresentei, não fui preso. Tenho passagem comprada para 8 da manhã saindo do Galeão para Brasília, mas querem fazer o espetáculo cinematográfico. Querem arrumar um avião para vir me buscar, mas estou firme, de cabeça erguida”, disse.

 O vereador era o único da lista de investigados na operação que não havia tido o mandado de prisão cumprido. No momento, apenas permanece preso o vereador e presidente da Câmara, Folha Filho. Os demais 23 envolvidos já foram liberados.

 O delegado responsável pela operação, Guilherme Rocha, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA), esclareceu, em entrevista ao T1, que a logística do recambiamento do vereador e sua chegada “ainda está sendo elaborada e assim que ele chegar em Palmas serão formalizados os procedimentos de cumprimento efetivo da prisão e da decisão judicial”. Por ser militar, o delegado informou que o vereador será encaminhado a uma cela no Quartel do Comando Geral da PM.

 Em suas redes sociais, o delegado também se manifestou, agradecendo a colaboração da PF e reafirmando o cumprimento do dever da DRACMA. “Vereador Major Negreiros detido no aeroporto do Galeão/RJ. A DRACMA/PCTO agradece a @policiafederal pelo apoio operacional. Ordem judicial é para ser cumprida! Não há negociatas, não há arranjos, não há preferências. Foram 5 dias de descumprimento de ordem judicial. Sempre cumpriremos nosso dever!”, finalizou.

 Entenda

 A Polícia Civil do Tocantins, deflagrou na sexta-feira passada, 3, a segunda fase da “Operação Jogo Limpo”, que detalhou as etapas do esquema milionário, entre servidores da prefeitura, empresários e políticos. A justiça do Tocantins expediu 26 mandados de prisão, dentre eles para o presidente da Câmara Municipal, Folha Filho, Major Negreiros e Rogério Freitas, e o ex-vereador Waldson da Agesp.

De acordo com a Polícia Civil, os R$ 7 milhões das contas públicas foram desviados da Fundesportes e da Secretaria de Governo e eram direcionados a empresas fantasmas e entidades, que recebiam comissões, e posteriormente repassados aos envolvidos, de modo a ser usado no custeio de campanhas políticas. ( As informações são do T1 Notícias)