A aprovação do relatório da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara do Rio, por nove votos a três, teve ontem momentos dignos de aplausos e risadas (constrangidas).

A parte boa é que os novatos do velho Palácio Pedro Ernesto têm mostrado que é possível fazer política com o cérebro em vez do fígado, respeitando as diferenças partidárias e ideológicas.

O relator, Pedro Duarte (Novo), acolheu várias sugestões do também recém-chegado William Siri (PSOL) — embora este tenha votado contra o texto final.

Outro marinheiro de primeira viagem, Rogério Amorim (PSL), quem diria, fez coro às críticas de Lindbergh Farias (PT). No fim, Amorim foi favorável ao relatório; o petista, contrário.

Risível

Os sorrisos ficaram para Carlos Bolsonaro (Republicanos).

No fim da reunião, ele pediu a palavra para detonar o trabalho do relator, por ele ser aliado de “João Amoedo, que parece ter tomado Viagra de manhã”.

Após o desaforo gratuito, Carlos votou a favor do relatório final da comissão presidida por Rafael Aloisio Freitas (Cidadania).