O New York Times ampliará a atual plataforma de boletins informativos para concorrer com o Substack, site que ajuda jornalistas e redatores a criarem newsletters para assinantes. O jornal norte-americano estaria incentivando seus colaboradores e autores externos a criarem os boletins informativos pelo sistema do jornal, em vez de fazerem isso pelo concorrente.

A principal alegação é que o Substack tenta atrair jornalistas do NYT oferecendo salários superiores aos do jornal. O NYT diz que os diretores do veículo vinham recebendo uma série de solicitações de funcionários que desejam lançar suas próprias newsletters em plataformas como Substack e Twitter’s Revue, de acordo com um memorando obtido pelo Business Insider.

“Os colegas do Times que estão interessados ​​em começar uma newsletter devem primeiro fazê-lo em nossa própria plataforma, para evitar um projeto que possa ser competitivo com o Times ou entrar em conflito com seu trabalho principal“, diz o memorando enviado pelo NYT.

Além disso, o jornal busca contratar grandes nomes para o desenvolvimento da ferramenta –que podem vir até mesmo do grupo de escritores da Substack.

Um dos jornais mais tradicionais dos Estados Unidos, o New York Times já possui cerca de 70 newsletters, alcançando um total de 28 milhões de assinantes. A newsletter “Morning” de David Leonhardt , por exemplo, chega a 15 milhões de assinantes e 5 milhões de interações todos os dias.

O SUBSTACK

Criado em 2017 e apoiado pela firma de capital de risco do Vale do Silício Andreessen Horowitz, a plataforma se mantém por meio da coleta de 10% do valor recebido pelas assinaturas pagas na plataforma.

Em setembro de 2020, a escritora e jornalista Anne Helen Petersen afirmou ao New York Times que tinha cerca de 23.000 assinantes em seu boletim no Substack –dos quais mais de 2.000 eram pagantes.

O fundador do Intercept, Glenn Greenwald, que aderiu à plataforma Substack, escreveu no Twitter em novembro de 2020 que os jornalistas do New York Times “odeiam e se ressentem do Substack” porque a plataforma permite que os redatores fujam das “estruturas monopolísticas” e dos “controles de discurso” do jornal.