O Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS) reduziu a previsão de chuvas na Região Sudeste e Centro-Oeste para as próximas semanas. Com isso, os reservatórios do subsistema responsável por cerca de 70% da geração de energia do Brasil devem seguir com os piores patamares hídricos dos últimos 91 anos, segundo o operador.

O boletim mais recente do ONS, divulgado nesta sexta-feira (15), mostra uma queda de 25% na expectativa pluviométrica para o mês de outubro na região Sudeste e no Centro-Oeste, em comparação com os dados do operador divulgados na semana passada. Com isso, a vazão dos reservatórios cai e a produção energética deverá diminuir 32,7 mil megawatts (MW) para 24,4 MW.

Os dados divulgados pela ONS mostram que os níveis de armazenamento das usinas do SE/CO devem permanecer com apenas 16,7% da capacidade total até o fim de outubro. Segundo a projeção anterior, o nível no fim do mês seria de 16,8%. Segundo o Operador, a projeção melhorou a setembro, quando o nível dos reservatórios do subsistema registrou 12,6%, mas ainda segue em níveis críticos.

Além das regiões Sudeste e Centro-Oeste, o Sul do país também sofreu um reajuste para baixo na previsão de chuvas para as próximas semanas. No entanto, o subsistema tem previsão de chegar ao fim de outubro com nível maior de água nos reservatórios. Deve chegar a 39,9%.

Na semana anterior a expectativa era de 34,3%. Isso se explica, pois, apesar da perspectiva de menos chuva para os próximos dias, o índice pluviométrico na região foi alto nas últimas semanas, o que elevou a projeção do nível dos reservatórios do subsistema. Já o Nordeste e Norte do país devem registrar um aumento nos índices pluviométricos até o fim do mês, entretanto insuficiente para melhorar o cenário dos reservatórios de ambas as regiões.

As usinas hidrelétricas dos subsistemas do Nordeste e Norte devem ficar com os níveis hídricos de 35,8% e 46,4%, respectivamente. Na semana anterior, a expectativa era de que eles chegassem ao fim de outubro com 36,6% e 53,5%.

O ONS ainda aponta que o Brasil continuou comprando, nas últimas semanas, energia elétrica produzida por países vizinhos para abastecer a população do país. Entre os principais parceiros estão Uruguai e Argentina, que disponibilizam cerca de 570 MW e 2,2 mil MW, respectivamente, por semana.