Pelo menos 38 pessoas morreram no desabamento de um viaduto em uma rodovia em Gênova, norte da Itália, de acordo com um balanço atualizado divulgado pelo ministro do Interior, Matteo Salvini.

“Comprovamos a morte de 38 pessoas e temos vários desaparecidos”, afirmou Salvini.

Mais cedo, no Twitter, o ministro informou que entre as vítimas fatais da tragédia de Gênova estavam três crianças de 8, 12 e 13 anos.

As equipes de resgate continuam trabalhando sem descanso em busca de sobreviventes sob os escombros do viaduto e nos veículos que caíram de uma altura de 50 metros.

Durante a noite, os bombeiros retiraram mais corpos dos escombros da ponte, informou à AFP, Emanuele Gissi, um dos comandantes da corporação. “Todos os espaços vazios acessíveis foram explorados. Agora seguimos para os escombros maiores com duas gruas gigantes”, completou. “Não sabemos se existem sobreviventes, mas nosso trabalho é continuar procurando”, disse Gissi.

Após a chegada reforços, quase 400 bombeiros profissionais trabalham no local da tragédia.

Trinta e cinco automóveis e três caminhões caíram no vazio quando parte do viaduto desabou na manhã de terça-feira (14), informou o Serviço de Proteção Civil.

Ao mesmo tempo, as autoridades italianas não esconderam a revolta com uma tragédia que poderia ser evitada. O governo anunciou que contempla revogar o contrato de concessão da empresa que administra a rodovia de Gênova.

“Para começar, os diretores da ‘Autostrade per l’Italia’ devem pedir demissão. E como aconteceram falhas graves, iniciamos os procedimentos para uma eventual revogação das concessões e para infligir até 150 milhões de euros de multa”, anunciou no Facebook o ministro das Infraestruturas e Transportes, Danilo Toninelli.

A ponte foi construída na década de 1960 e liga a estrada A10, na fronteira da França, com a A7, que segue para Milão. O viaduto Polcevera, que passa a cem metros de altura sobre rio de mesmo nome, tem mais de um quilômetro de extensão. Além das águas, estão abaixo da construção linhas de trem, edifícios e ruas. A ponte também é conhecida como Morandi, em homenagem ao construtor. A via está próxima do aeroporto local.

Algumas testemunhas que estavam perto da ponte antes do colapso afirmam ter visto “um raio atingir a ponte”. “Foi logo depois das 11h30 quando vimos o raio atingir a ponte”, disse um homem identificado como Pietro M. para a imprensa italiana. A Defesa Civil não confirma a hipótese. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que um raio sozinho não causaria o acidente.

Uma seção de 200 metros da ponte, incluindo uma torre que ancorava vários apoios, desabou, lançando grandes placas de concreto reforçado dentro do leito de um rio.