A Suécia ultrapassou o número de 10 mil mortos por Covid-19. O país de 10 milhões de habitantes registrou 351 mortes nas últimas 24 horas –um recorde diário.

Os registros podem ser relativos a mortes que aconteceram há mais de 24 horas, no entanto, pois houve o período de Natal e Ano Novo, quando as notificações diminuíram.

A taxa de mortalidade per capita na Suécia, que evitou bloqueios severos, é maior do que a de seus vizinhos nórdicos, mas menor do que a de países europeus que optaram por bloqueios.

Até o momento, as autoridades não ordenam o fechamento de bares, restaurantes, ou lojas, mas a lotação será limitada a no máximo quatro pessoas por mesa nos restaurantes. O uso de máscara nos transportes públicos será recomendado a partir de janeiro, entre outras medidas.

O número de novas infecções apresentou uma tendência de estagnação, mas os óbitos continuarão a subir, disse Karin Tegmark Wisell, funcionária da Agência de Saúde Pública.

“Infelizmente, esperamos que o aumento continue devido ao alto nível de contágio no país”, disse ela.

Mesma política

As autoridades afirmaram que a situação é delicada no sistema de saúde do país. Cerca de 20% dos leitos das unidades de terapia intensiva são gratuitos.

No fim de dezembro, o primeiro-ministro, Stefan Löfven, afirmou que o país não iria mudar sua estratégia de não impor bloqueios, mas passaria a recomendar o isolamento com mais veemência.

“Posso entender que alguém pergunte: ‘A estratégia mudou?’ Não, é exatamente a mesma estratégia, tentando limitar ao máximo a propagação da infecção”, disse o primeiro-ministro Löfven em entrevista à televisão pública SVT.

Ele, no entanto, deu uma declaração que indicava que poderia, eventualmente, alterar a política: “Mas é claro que, em função da situação, pode haver mudanças”.