A taxa de ocupação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 em Palmas está próxima dos 80%, conforme dados atualizados na noite de 14, que apontava para 78,18%. Na rede particular falta as vagas de UTI, bem como no Hospital Estadual de Combate à Covid-19, onde todos os dez leitos de UTI estão ocupados, e no Hospital Oswaldo Cruz, que tem todos os quatro leitos também ocupados.

De acordo com dados atualizados em tempo real pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Hospital Geral de Palmas (HGP) tem oito leitos de UTI desocupados dentre os 30 disponíveis.

Já na rede particular, os hospitais Palmas Medical, Oswaldo Cruz, Santa Thereza e Hospital Unimed, onde as diárias de UTI custam R$ 10 mil, não dispõem de vagas, conforme a atualização divulgada pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE Palmas Covid-19).

Pacientes em casos graves de Covid-19, que exigem internação em UTI, podem ficar sem leitos na Capital nos próximos dias. Na manhã de hoje, 15, a família de um paciente em estado grave, o odontólogo Maurício Martins, enfrentou dificuldades para conseguir uma internação na rede particular.

Em casos como este, em que o paciente teve atendimento iniciado na rede particular, não há possibilidade de transferência para uma unidade do SUS. Para as vagas de UTI disponíveis, a regulação só pode ser feita nas Unidades de Pronto Atendimento ou no HGP.

Média móvel

O levantamento do consórcio feito em colaboração de veículos de imprensa brasileiros, consolidados a partir de dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde, apontaram ontem, 14, que o Brasil registrou para os últimos sete dias a maior média móvel de novos casos de Covid-19 desde o início da a pandemia.

A média crescente de casos acompanha o crescimento da taxa de ocupação de leitos e, com a esperada escalada de casos graves em decorrência do feriado de carnaval, uma escassez total de leitos de UTI, e até mesmo de leitos clínicos, pode vir à tona nos próximos dias.