O recorde de temperatura já registrada na história do Canadá não durou 24 horas e já foi renovado: termômetros marcaram 47,5°C na pequena cidade de Lytton, na província da Columbia Britânica. É quase um grau centígrado a mais do que o registrado na mesma cidade.

Para se ter uma ideia, esse valor está quase 3°C acima do recorde histórico de calor no Brasil, que é 44,7°C. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essa marca foi atingida em Bom Jesus do Piauí em novembro de 2005.

Por causa do calor recorde no oeste do Canadá, autoridades da Colúmbia Britânica pediram que empresas dispensassem seus funcionários caso não conseguissem garantir a segurança deles. Como a região tem temperaturas amenas mesmo no verão, nem todos os locais estão preparados com ar condicionado para temperaturas tão altas.

Onda de calor também nos EUA

A onda de calor também levou cidades no noroeste dos Estados Unidos a baterem recorde. A  seletiva americana do atletismo para os Jogos Olímpicos de Tóquio em Eugene, Oregon, precisou ser interrompida.

Duas grandes cidades no noroeste dos EUA registraram recorde de calor:

Portland, Oregon — 46°C

Seattle, Washington — 42°C

O alerta é que, segundo a agência Associated Press, locais de testagem para a Covid-19 e centros de vacinação ficaram fechados por causa do calor. Os dois estados registram altos índices de imunização e baixíssimos casos de coronavírus.

O que explica esse calor?

Meteorologistas chamam o fenômeno de “domo de calor”. De acordo com a agência AP, que ouviu o chefe da meteorologia em Seattle, trata-se de um raríssimo e extremamente forte pico em um sistema de alta pressão que diminui a intensidade dos ventos e deixa o ar mais seco.

Com isso, as temperaturas desta segunda se assemelharam mais aos desertos do Arizona do que da região chuvosa que é o noroeste dos EUA e o oeste do Canadá.

Esse fenômeno terá curta duração, e as temperaturas já devem cair gradualmente. Ventos soprados do Pacífico devem ajudar a diminuir o calor nos próximos dias.