A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, liderados pela Rússia, estão prontos para ajustar os planos e aumentar gradualmente a produção de petróleo em dois milhões de barris por dia nos próximos meses, dependendo das condições do mercado, disse o secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo.

Ele falou em uma reunião de especialistas da Opep e seus aliados, grupo conhecido como Opep+, que se reunirá novamente na segunda-feira (4) para decidir as políticas de produção para o mês de fevereiro.

Em dezembro, a Opep+ decidiu acrescentar 500 mil barris por dia a partir de janeiro como parte de um aumento de produção na ordem de 2 milhões de barris por dia, mas alguns membros ainda questionam a necessidade de uma nova elevação a partir de fevereiro devido ao aumento das infecções por coronavírus.

A organização se viu forçada a diminuir a produção de um patamar recorde em 2020, uma vez que as políticas públicas para controlar a propagação do novo coronavírus, como o fechamento de cidades e distanciamento social, diminuíram a demanda por combustíveis.

Primeiro, a Opep diminuiu a produção para 9,7 milhões de barris por dia. Em seguida, para 7,7 milhões e, finalmente, para 7,2 milhões a partir de janeiro.

Barkindo disse que a Opep agora espera que a demanda global de petróleo suba para 95,9 milhões de bpd (barris por dia) em 2021, uma alta de 5,9 milhões de barris por dia, uma vez que a economia global deve crescer cerca de 4% neste ano.

Embora o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus tenha injetado otimismo na economia global e nos mercados de petróleo, o aumento na demanda ainda não levaria o consumo aos níveis pré-pandêmicos de cerca de 100 milhões de barris diários.

A última previsão da Opep em dezembro foi menor do que a estimativa anterior, que previa um aumento de 6,25 milhões de bpd em 2021, o que se deve ao impacto prolongado da pandemia do coronavírus.