O Brasil registrou  novas mortes e 37.387 novos casos de Covid-19, segundo boletim divulgado às 20h por um consórcio de veículos de imprensa. Com isso, o país chega a 134.174 óbitos e 4.421.686 ocorrências de coronavírus desde o início da pandemia no país, em fevereiro.

A média móvel de óbitos, de acordo com o balanço, foi de 789.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde. O governo do Amazonas não divulgou os seus dados.

Dados da quarta etapa da pesquisa EpiCovid-19 BR, da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), reforçam a percepção de que a Covid-19 está desacelerando no país. Amostras sorológicas coletadas de cerca de 33 mil pessoas no final de agosto mostraram que 1,4% das pessoas testadas apresentaram anticorpos contra a doença, uma redução em relação à terceira fase (3,8%).

Um estudo divulgado esta terça-feira pelo Imperial College também demonstoru que a taxa de contágio no país está em queda. O atual índice, de 0,90, é o menor desde abril. Isso significa que cada cem pessoas contaminadas contagiam outras 90, que por sua vez passam a doença para 88, e assim por diante.

Onze estados brasileiros apresentam tendêndia de queda nas médias móveis de óbitos por Covid-19: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Santa Catarina.

Em 13 estados, além do Distrito Federal, a tendência da média móvel de óbitos é estável: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Apenas Pernambuco e Rondônia apresentaram tendência de alta nas médias móveis de óbitos por Covid-19:

Os cientistas também tem acumulado conhecimento sobre o Sars-CoV-2. Um estudo inédito conduzido pela USP em Ribeirão Preto indicou que o novo coronavírus é capaz de infectar e levar à morte diferentes tipos de linfócitos, que são células-chave na defesa do organismo humano. Desta forma, os pacientes ficariam mais suscetíveis a infecções oportunistas. Os pesquisadores não descartam a possibilidade de a infecção deixar algum tipo de sequela no sistema imunológico.