No sexto capítulo do texto, dedicado ao “diálogo” e à “amizade social”, Jorge Bergoglio menciona uma passagem da letra da música “Samba da Bênção”: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida”.

Em seguida, Francisco escreve que “várias vezes” já convidou a fazer crescer “uma cultura do encontro que supere as dialéticas que colocam um contra o outro”. “É um estilo de vida que tende a formar aquele poliedro que tem muitas faces, muitos lados, mas todos compõem uma unidade rica de matizes, porque o todo é superior à parte”, diz o Papa.

A necessidade de diálogo é um dos principais temas da terceira encíclica assinada por Jorge Bergoglio, que também reúne algumas das principais bandeiras de seu pontificado, como as críticas ao nacionalismo, ao populismo, ao individualismo e à “cultura dos muros”.

Além disso, defende o direito às migrações e cobra uma reforma da Organização das Nações Unidas e do sistema financeiro mundial. A encíclica é divulgada no Dia de São Francisco de Assis e foi assinada pelo Papa no último sábado (3), durante uma missa na cripta onde está o túmulo do “santo dos pobres” e padroeiro dos animais e do meio ambiente – São Francisco também é a inspiração para o nome de Bergoglio como Pontífice.

Anteriormente, o argentino já havia publicado as encíclicas “Lumen Fidei” (“Luz da Fé”), iniciada por Bento XVI, e “Laudato Si'” (“Louvado Sejas”), a primeira na história da Igreja Católica dedicada à ecologia.