A Umanizzare, empresa que administra os dois maiores presídios do Tocantins, quer três meses além do prazo estabelecido pela Justiça para encerrar as atividades. Atualmente a saída da empresa da Casa de Prisão Provisória de Palmas e do presídio Barra da Grota, em Araguaína, está prevista para o dia 31 de agosto. A empresa está pedindo para permanecer até o fim do contrato inicial, que venceria em novembro. A questão está sendo analisada pelo juiz.

A saída da empresa foi pedida pelo Ministério Público Estadual, alegando após a crise no sistema prisional que deixou mortos durante rebeliões em três estados no começo do ano. Um dos presídios em que houve massacres é administrado pela empresa. A Justiça atendeu o pedido do Ministério Público na primeira instancia e a estabeleceu o prazo para a empresa sair, mas a Umanizzare recorreu da decisão.

A empresa alega que a saída antes do fim do contrato pode prejudicar o funcionamento de alguns programas e comprometer a segurança do sistema prisional e da população. Um dos programas apontados pela Umanizzare como mais vulneráveis é o de redução de pena. A proposta é que os detentos possam abater um dia da sentença a cada três trabalhados. De acordo com a empresa, os presos já conseguiram reduzir mais de cinco mil dias de pena nos primeiros seis meses do ano.

O desembargador Ronaldo Eurípedes, do Tribunal de Justiça do Tocantins, pediu que a Procuradoria Geral do Estado e a Procuradoria Geral de Justiça se manifestem sobre o caso. A decisão sobre o caso deve sair durante o mês de agosto.

FONTE: G1 TOCANTINS