Parlamentares do PSOL publicaram nas redes sociais manifestações repudiando o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que realizará um desfile de carros blindados, aeronaves, lançadores de mísseis e foguetes na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A legenda já apresentou um mandado de segurança na Justiça do Distrito Federal (DF) para que sejam canceladas as apresentações programadas para acontecer em frente ao Congresso Nacional no mesmo dia em que será votada a PEC do voto impresso na Câmara.

Nas redes sociais, o chefe do Executivo está sendo comparado com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, reconhecido mundialmente pelos desfiles militares em que exibe mísseis e tanques como demonstração de poder militar. A ação em Brasília, ordenada por Bolsonaro, marcará o início da Operação Formosa, executada pela Marinha desde 1988, em Goiás.

Na página oficial do PSOL no Twitter, o partido relacionou o evento diretamente à votação da PEC do voto impresso, bandeira de Jair Bolsonaro que deve ser derrotada no Legislativo. A ação foi classificada como “intimidação golpista” e o presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, anunciou que vai pedir a proibição de qualquer veículo ou tropa militar durante as votações no Congresso.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RJ) fez coro ao anúncio de seu partido e chamou o presidente de “moleque intimidador”. Em referência aos desfiles norte-coreanos, a parlamentar questionou se a apresentação das Forças Armadas será “digna de ditador”. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também afirmou no Twitter que pediu à Justiça o cancelamento do evento para que recursos públicos não sejam gastos “em uma exibição vazia de poderio militar”.

Presidente do partido Novo, João Amoêdo também comentou a decisão de Bolsonaro nas redes sociais e classificou a ação como “mais uma tentativa de intimidação promovida pelo presidente”. Assim como outros internautas, o político disse que o gasto é “desnecessário e roteiro semelhante a Coreia do Norte”. O parlamentar petista Nilto Tatto (SP) afirmou que o desfile “promete transformar Brasília em uma Pyongyang, fora da Coreia do Norte”, e postou uma montagem de Bolsonaro com o rosto do de Kim Jong Un.