O Instituto Médico Legal de Palmas ficou responsável por realizar a perícia nos vestígios que podem ser de um corpo humano encontrados perto de uma embarcação em Caseara, no oeste do Tocantins. A suspeita é de que os fragmentos encontrados no local sejam do jovem Luiz Carlos Santos Barros, de 29 anos. Ele foi puxado pela hélice do rebocador em que trabalhava no momento em que o barco fazia a travessia do Tocantins ao Pará na noite de sábado (8).

A cidade de Caseara normalmente é atendida pelo IML de Paraíso do Tocantins, mas a Polícia Científica esclareceu que como os exames são de alta complexidade, a unidade de referência é o departamento de antropologia forense, que fica em Palmas. Serão realizados dois tipos de testes.

Os primeiros são para confirmar que os restos encontrado no local são realmente humanos. O Corpo de Bombeiros conseguiu recuperar principalmente vísceras e ossos. Roupas que pertenceriam a Luiz Carlos e um pedaço de corda também estavam nas proximidades.

Se for comprovado que os restos são humanos, o passo seguinte será a realização de um exame de DNA para confirmar a identidade da vítima. Não há prazo para todo o processo estar finalizado.

O irmão de Luiz Carlos, Wanderson Santos Barros, informou que a família não acredita que ele tenha sobrevivido ao acidente. Segundo relatos de testemunhas, o jovem foi puxado pela hélice do rebocador no momento em que jogou um balde para pegar água no rio. O procedimento seria para ativar a bomba utilizada para retirar de água das embarcações.

“Infelizmente a gente não pode fazer nem um velório. A gente tem a certeza que é ele porque encontrou a roupa que estava usando, o celular dele. Mas o IML não vai liberar os restos para fazer o enterro. O que é mais triste para a gente é isso”, lamentou o irmão.

Luiz Carlos deixou uma esposa e dois filhos, um de cinco anos e uma recém-nascida de apenas quatro meses. Segundo a família, o jovem era muito conhecido e bastante querido na cidade.

A empresa dona da embarcação emitiu nota informando que está apoiando a família do funcionário e que uma investigação completa e independente será realizada sobre os fatos.

Por  G1 Tocantins.