Uma pesquisa da Federação de Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) mostrou que muitas máquinas do setor estão paradas. É que a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus impactou o funcionamento de muitas empresas. De acordo com o levantamento, a indústria tocantinense está utilizando menos de 60% da capacidade total. (Veja o vídeo)

Cristiano Abdala tem uma micro indústria em Palmas e trabalha para fornecer cafés especiais, mas tem visto os negócios e a produção diminuírem. Até o contrato de importação dos produtos para os Estados Unidos foi paralisado. Os seis funcionários da empresa foram demitidos.

“Hoje somos só os sócios. Tentamos permanecer até quando foi possível, com todo o quadro de funcionários, no entanto sem condição e sem previsão de fazer um planejamento à médio e longo prazo. Tivemos que demitir”, disse Cristiano Abdala.

De três toneladas de produtos que produzia por mês, a pequena indústria passou a fornecer apenas 200 quilos.

De acordo com a sondagem da Fieto, 29% dos empresários apontaram que o principal problema enfrentado é a elevada carga tributária. Para 26% é a falta ou alto custo de matéria prima. A competição desleal ficou em terceiro, com mais de 24% e demanda interna insuficiente totalizou 23% na pesquisa.

Com este cenário, as expectativas são de queda da demanda, na compra de materiais e no número de empregados. “De tudo que tem dentro da indústria, máquinas, equipamentos, mão-de-obra, a indústria tocantinense não está utilizando 60% da sua capacidade”, disse a gerente da Fieto, Amanda Barbosa.

José é proprietário de uma indústria de pré-moldados. Ele conta que demitiu dois funcionários que estavam na fase de experiência e deu férias coletivas para os colaboradores no início da pandemia. Agora ele já voltou a perceber um crescimento na produção e nas vendas.

“Os demais, aqueles do grupo de risco, como também uma grávida, nós usamos o benefício do Governo Federal com a suspensão temporária de 60 dias. Os demais, uma redução conforme o decreto federal”, explicou.

O empresário conta que apesar da crise, acredita na recuperação. “A gente tem que ser otimista. Tem que encarar a situação e sobreviver”. As informações são do  G1 Tocantins.