Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 31% dos motoristas tocantinenses dirigiram carros ou motos após consumirem de bebida alcoólica. O resultado do Tocantins foi quase o dobro da média nacional e o maior registrado entre os estados. O montador Luiz Alberto foi vítima de um motorista que estaria embriagado.

“Agora é aguardar. Ficar parado mais de ano para tentar recuperar e votar ao trabalho novamente, por irresponsabilidade alheia”, lamentou.

Segundo os próprios motoristas, a prática de dirigir após beber é muito comum. “Esses dias eu vi bastante, eu moro na região norte e vejo sempre”, disse o motorista José Pereira da Luz. “A gente vê sempre as pessoas saindo do bar e dirigindo, mas é uma atitude reprovável, com certeza”, disse o servidor público Whasten Mendes.

Dados da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana de Palmas mostram que 76 motoristas foram autuados dirigindo sob influência de álcool em 2018. Em 2019 e 2020 esse número caiu para apenas 24 em cada ano.

“O álcool é uma substância repressora das funções cerebrais, isso quer dizer que diminuía a tenção, a visão periférica, a capacidade de tomar decisões e os reflexos da pessoa que ingeriu. Isso acontece já em pequenas quantidades”, explicou a perita de trânsito Anne Rose.

Segundo a perita, as blitz poderiam ajudar a inibir os infratores, mas esse serviço tem sido raro na capital. “Mais de um ano que eu não vejo na cidade e ser abordado por blitz acho que tem pelo menos uns três anos que eu fui abordado”, disse o servidor público.

A Prefeitura de Palmas afirmou que faz fiscalizações constantemente com o programa Balada Segura e realiza testagem do nível de álcool no sangue dos motoristas. Nesse período de pandemia, as operações têm sido principalmente em pontos estratégicos como perto de bares, restaurantes e distribuidoras de bebidas.

As informações são do  G1 Tocantins.