A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar o megavazamento de dados de cidadãos e autoridades na internet. A decisão veio após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pedir investigação da divulgação de informações de mais de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas já falecidas. O vazamento aconteceu na semana passada e é considerado o maior da história do Brasil.

O vazamento inclui informações como Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs); dados cadastrais e situações econômicas, fiscais e previdenciárias; perfis em redes sociais; escore de crédito; e fotografias pessoais. Na última quinta-feira (28/1), o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), de São Paulo, informou ter notificado a empresa Serasa Experian pedindo explicações sobre o megavazamento. A Serasa nega que seja a fonte dos dados.

Na segunda-feira (1/2), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pediu providências ao ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. A pasta confirmou que a investigação está sendo conduzida pela PF.

Após o vazamento, dados de 11 ministros do STF estão à venda pela internet. Além de Luiz Fux, os ministros Ricardo Lewandowski; Dias Toffoli; Luiz Roberto Barroso; Alexandre de Moraes; Gilmar Mendes; Rosa Weber; Kassio Nunes Marques; Edson Fachin; Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello tiveram seus dados violados.

Além dos ministros do Supremo, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e os ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também foram atingidos.