Estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão preventiva em uma operação da Polícia Civil contra o narcotráfico e uma facção criminosa que atua no Tocantins. A ação começou nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (15) em dez cidades de três estados: Tocantins, Pará e Goiás. Entre os alvos estão suspeitos de incendiar ônibus como uma forma de ‘batismo’ para entrar em facções criminosas. A operação foi chamada de Medusa.

Estão sendo cumpridos mandados de prisão em Palmas, Rio Sono, Araguaína, Gurupi, além dos municípios de Wanderlândia, Colinas e Natividade. No Pará, os mandados são em Abaetetuba e Redenção. Em Goiás, a ordem de prisão é no município de Ceres.

Além dos mandados de prisão, a polícia cumpre ainda ordens de busca e apreensão contra os mesmos alvos.

Dentre os investigados na operação, estão autores de incêndios em transportes coletivos em Palmas, Araguaína e Rio Sono, na região do Jalapão. Os ataques ocorreram em 2018 como forma de ‘batismo’ para os candidatos a entrar em uma facção criminosa.

O nome da operação faz referência a uma personagem da mitologia grega, a Medusa.

Entenda

No dia 21 de junho de 2018, dois dias após a morte de um jovem, provavelmente, integrante de uma facção criminosa, três ônibus foram queimados em Rio Sono, Araguaína e Palmas. Os atos organizados levam a Polícia Civil a trabalhar com principal hipótese da atuação de facção criminosa.

O primeiro veículo de passageiros queimado, por volta de 3h da madrugada, foi um ônibus escolar que estava estacionado sem ninguém em frente ao hospital da cidade de Rio Sono, a 143 quilômetros de Palmas.

O segundo incêndio também foi contra um ônibus escolar. O crime aconteceu por volta das 19h30, em Araguaína, no norte do Estado.

O terceiro e último caso, deu-se por volta das 22h, no Setor Morada do Sol II, região sul de Palmas. O alvo foi um micro-ônibus do transporte coletivo. Um grupo de criminosos armados ordenou que as pessoas saíssem do veículo e ateou fogo. Não houve feridos.