Um novo caso de funcionário fantasma no poder legislativo do Tocantins está sendo investigado pela Polícia Civil em Araguaína, norte do Tocantins. O caso é apurado pela Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na terça-feira (15) na cidade. O nome dos envolvidos e o valor do prejuízo aos cofres públicos não foram informados pela polícia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as buscas foram realizadas com autorização da Justiça para colher de provas na investigação que apura suposto recebimento de salário por parte de uma servidora da Assembleia Legislativa do Tocantins mesmo sem a devida contraprestação do trabalho.

A mulher investigada estava lotada para trabalhar em Palmas, mas morava em Araguaína. A polícia investiga o suposto recebimento indevido de salários entre os anos de 2018 e 2019. O caso estaria sob sigilo.

Ainda de acordo com a SSP, as investigações nesse tipos de crimes têm indicado a possibilidade da existência dos crimes de falsidade ideológica e até mesmo associação criminosa. “Na ação promovida foram encontrados alguns indícios e elementos que colaborarão com a apuração dos fatos”, finalizou o Fernando Rizério Jayme, por meio da SSP.

Investigações

Nos últimos anos diversas investigações sobre funcionários fantasmas vêm sendo desencadeadas pela polícia no Tocantins. As investigações foram realizadas no governo do estado, na Assembleia Legislativa e em municípios do estado.

O esquema de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa levou à condenação do ex-diretor geral da casa em maio deste ano. No governo do estado, parte das investigações começaram após a operação Catarse, iniciada em 2018, e que encontrou indícios de pelo menos 300 fantasmas na extinta Secretaria-Geral de Governo.

Em um dos casos, uma servidora é suspeita de receber salários do estado por três anos, mesmo enquanto estava estudando medicina no Paraguai. Esse caso, inclusive, levou ao indiciamento do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e ex-secretários do governo por peculato e falsidade ideológica.

As informações são do G1 Tocantins.