A polícia da Índia prendeu uma mulher acusada de editar e circular um documento tuitado pela ativista climática Greta Thunberg que autoridades locais dizem ser antigoverno.

A ativista climática sueca Thunberg tuitou este mês em apoio aos agricultores indianos, que têm realizado protestos desde dezembro contra reformas do governo do país asiático que, segundo eles, prejudicarão o seu sustento beneficiando grandes corporações. Ela compartilhou um documento que afirma ser uma caixa de ferramentas para criar e espalhar consciência sobre as reclamações dos agricultores.

A polícia de Nova Déli prendeu Disha Ravi que, segundo uma fonte da polícia afirmou à Reuters, é uma líder do braço indiano do movimento Fridays for Future, de Thunberg. No domingo, a ativista de 22 anos foi colocada sob custódia até uma audiência no tribunal em cinco dias.

A polícia não afirmou qual era a denúncia contra Ravi, mas a acusou de ser uma “conspiradora chave na formulação e disseminação do documento”.

No começo deste mês, eles disseram que o material da campanha tinha o objetivo de travar uma guerra cultural contra o governo e criar divisão entre diversos grupos da sociedade indiana.

Um advogado de Ravi, de Bengaluru, cidade no sul do país, não estava imediatamente disponível para comentários.