Políticos reagiram, por meio das redes sociais, à “pequena mudança ministerial” que será realizada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na próxima semana.

Em  encontro no qual participaram, de maneira às vezes alternada, Fábio Faria, Onyx Lorenzoni, Luiz Eduardo Ramos, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Paulo Guedes (Economia), Bolsonaro decidiu fazer as seguintes mudanças:

Casa Civil – entra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), no lugar do general Luiz Eduardo Ramos;

Secretaria Geral da Presidência – entra o general Ramos no lugar de Onyx Lorenzoni;

Ministério do Emprego e da Previdência Social – pasta será criada (desmembrada da Economia) e entregue a Onyx.

Políticos governistas receberam publicamente a notícia de forma mais discreta. Membros da oposição, por outro lado, criticaram as escolhas de Bolsonaro. Vídeo de entrevista na qual Ciro Nogueira, em 2017, chama Bolsonaro de “fascista” foi resgatado.

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Bolsonaro no Senado, disse que Ciro Nogueira é um “parlamentar experiente, com boa interlocução”. Segundo ele, o político “reúne as credenciais para ampliar o apoio ao governo, avançar com a agenda econômica e contribuir para a construção de políticas públicas”.

“Excelente escolha do presidente Bolsonaro no sentido de aperfeiçoar a relação com o Congresso!”, disse.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) alfinetou o ministro da Economia, Paulo Guedes, se referindo a ele como “tchutchuca do centrão no governo Bolsonaro”.

“Paulo Guedes vivia dizendo que se tirassem alguma secretaria dele, ele cairia fora. Agora confirma que realmente vai perder o Trabalho e a Previdência pro centrão e está tudo bem. Mais uma tchutchuca do centrão no governo Bolsonaro”, afirmou.