O Japão tem o maior número de centenários – pessoas com 100 anos de vida ou mais – do mundo. Quarenta e oito em cada 100 mil pessoas no país alcançam um século de vida.

Nenhum outro lugar no planeta chega perto desse indicador. Mas qual é o segredo dos japoneses? O que eles têm que nós não temos? Será que tem a ver com sua alimentação?

São dúvidas como essas que levaram cientistas a estudar melhor a dieta mediterrânea, por exemplo. Sua popularidade fora do Mediterrâneo se deveu, sobretudo, ao nutricionista americano Ancel Keys e seu interesse pelos centenários da Itália, cuja dieta era pobre em gordura animal, na década de 1970.

Na década de 1990, outro pesquisador de nutrição, o também americano Walter Willett, mencionou em um artigo a longevidade de parte dos japoneses, junto com seu baixo número de mortes por doenças cardíacas.

Desde então, vários trabalhos acadêmicos questionam se essa longevidade está ligada à alimentação. E em caso afirmativo, quais alimentos o restante de nós, na esperança de ter uma expectativa de vida semelhante, deve começar a adicionar às nossas listas de compras?