No início da pandemia, a subida nos preços dos produtos da cesta básica prejudicou o orçamento das famílias, já apertado por conta da crise. Uma pesquisa do Procon apontou que alguns itens continuam puxando a alta.

O levantamento feito pelo órgão em agosto deste ano apontou que o quilo da picanha, por exemplo, está variando entre R$ 41,99 e R$ 99,00 nos supermercados, atacadistas e açougues da capital. Veja a lista. Só para se ter uma ideia, a pesquisa realizada no mês de julho apontou uma variação na peça da carne, entre R$ 38,99 e R$ 49,99.

Em agosto do ano passado, a picanha também estava mais barata. A variação era de R$ 24,99 a 39,99.

Até o preço do músculo aumentou. A carne, indicada para fazer cozidos, sempre foi uma alternativa mais barata para o consumidor. O recomendado é pesquisar antes de comprar, isso porque o valor do produto na capital pode ser encontrado entre R$ 22,50 e R$ 33,49 em estabelecimentos de norte a sul da cidade.

No mês de julho, segundo a pesquisa realizada pelo órgão, o quilo da carne estava mais barato, variando de R$ 18,99 a R$ 23,99. Confira neste link.

O encarregado de açougue Lelito Tavares, que tem mais de 30 anos trabalhando no setor, já esperava essa alta. “Todo mês, não só mensal, diário, praticamente está tendo aumento. Você vai fazer um pedido hoje e amanhã já está um outro preço”.

Consumidores têm optado por outros tipos de alimentos. “A carne está aumentando muito e aí a gente vai se virando em casa com outra coisa, com sardinha”, relata a esteticista Márcia Barros.

“A gente até brinca que agora vamos comer só a língua. A nossa própria língua”, brincou o funcionário público Antônio Neto.

O preço de outros produtos da cesta básica também subiu. Outro exemplo é o arroz tipo 1 de 5 quilos. A pesquisa feita entre 24 a 25 deste mês revelou que o produto pode ser comprado entre R$ 14,99 a R$ 19,99 nos supermercados de Palmas. Entre os dias 20 a 21 do mês passado, o valor estava entre R$ 13,99 a R$ 18,39, dependendo do estabelecimento.

No entanto, alguns alimentos apresentaram uma queda neste mês de agosto, como por exemplo, o feijão, o alho e a cebola. Veja:

Feijão carioca – Agosto de 2020 – variação de preços de R$ 3,99 a R$ 7,99

Feijão carioca – Julho de 2020 – variação de preços de R$ 4,99 a R$ 8,99

Alho – Agosto de 2020 – variação de preços de R$ 17,50 a R$ 32,99

Alho – Julho de 2020 – variação de preços de R$ 27,59 e R$ 44

Cebola: Agosto de 2020 – variação de preços de R$ 2,49 a R$ 4,99

Cebola – Julho de 2020 – variação de preços de 3,89 a R$ 6,49

As reduções não empolgam tanto a microempreendedora Neila Moreira. Ela vende lanches e para o preparo dos salgados, os ingredientes usados são justamente os que estão mais caros.

“Como você mantém um preço sendo que você compra caro. Infelizmente, não é o momento de as coisas estarem tão altas”.

A tendência é de aumento. “O mercado demonstra através de diversos indicadores que vai continuar aumentando o nível de preço só que de uma forma mais previsível de agora em diante. Diferente do que aconteceu em março e abril, que houve toda uma turbulência por causa da pandemia”, opinou o economista Marlo Galvão.

Por  G1 Tocantins.