Após a divulgação do decreto que, entre outras medidas proíbe a comercialização de bebidas alcóolicas em Palmas, a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) foi ao Twitter e garantiu que não está “precipitando medidas, cedendo pressões, utilizando de achismos ou populismo”. Segundo ela, o que orienta suas decisões “é o respeito que temos pela ciência e pela saúde”. Cinthia, então, avisou: “Continuaremos estabelecendo todas as ações com muita serenidade, equilíbrio, respeito e união”.

Cenário menos alarmante

Para a prefeita, conforme o post seguinte dela, “se Palmas vive um cenário menos alarmante, é porque todos fizeram sacrifícios”. “Vamos seguir! Sobre os decretos de hoje [sexta]: lei seca, fechamento de vias, equipamentos públicos, playground, parques, quadras esportivas, cachoeiras, praias e outros. Fiscalização conjunta Prefeitura e Estado”, afirmou.

Palavras e mais palavras

Quem reagiu foi o vereador Tiago Andrino (PSB). Ele defendeu que Cinthia precisa apresentar números: “Palavras, palavras e mais palavras! Precisamos de números: novos leitos, novos médicos, cestas básicas, famílias que receberam o alimento correspondente à merenda escolar. Estes são os números que nos interessam. Prefeita, as palavras não nos enganam. Os números te entregam!”, apregoou.

Coaching de Covid-19

Cinthia reagiu com uma indireta nesse sábado, 16: “Uma crise dentro de outra crise e seguem desviando o foco… Com quem será que aprenderam isso? Os novos ‘coaching de COVID19’ de Palmas, falam sobre o que NUNCA administraram, julgam o que desconhecem e tem receitas mágicas para pandemia. É cada absurdo que lemos e escutamos”.

Isolamento e ação

Andrino, então, voltou à carga: “O combate à Covid exige duas frentes: o isolamento social e a AÇÃO do poder público. A frente do isolamento é a confortável para a Prefeitura: decreta e nada mais. Mas isolar o cidadão, sem AGIR para ter novos leitos é desperdiçar o esforço cívico de cada um que fica em casa”, defendeu o vereador.

Decreta ‘lei seca’ e libera ônibus

Para o vereador, a prefeitura decretou a ‘lei seca’, “mas liberou geral (100% ocupação) nos ônibus”, medida que foi derrubada pela Justiça em ação do PSB, que conseguiu manter a limitação de 50% de lotação máxima por veícuo. “Não fez nenhum novo leito, não comprou nenhum respirador e fez pouquíssimos testes. TEM ALGUM SENTIDO? Me parece que querem polemizar pra esconder a falta de ações concretas no enfrentamento à Covid-19”, questionou Andrino. As informações são do Portal CT.