A prefeitura do Rio informou  que uma carga de equipamentos necessários ao funcionamento do Hospital de Campanha do RioCentro, na Zona Oeste da cidade, embarcará na China, no início desta semana. Com isso, fica mantido para sexta-feira, 1º de maio, o começo das atividades.

A unidade destinada aos pacientes da Covid-19 contará com um total de 500 leitos, 20% deles de UTI, que serão abertos progressivamente, por módulos de 100 leitos.

Há uma semana, a prefeitura informou que a unidade estava praticamente pronta, faltando pequenos detalhes, como pintura do piso e desinfecção. Mas, sua abertura dependia da contratação de pessoal e da chegada dos equipamentos, que teriam sido comprados antes mesmo da pandemia.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde informou, no começo da semana embarcarão em avião na China, 300 respiradores, 700 monitores e 110 aparelhos de anestesia, além de 3 milhões de equipamentos de proteção individual (EPI). A secretaria acrescentou que a prefeitura contratou outros vôos que trarão em maio mais 426 respiradores e 301 monitores.

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Esses equipamentos são necessários para que a unidade possa funcionar inteiramente, assim como a complementação do quadro de pessoal. Os profissionais, também segundo a secretaria, estão sendo selecionados pela RioSaude, que vai gerir o hospital de campanha.Um grupo de candidatos inscritos (o órgão não informou quantos) apresentará os documentos necessários para a contratação nesta segunda e terça-feira. Parte dos admitidos vão se juntar aos profissionais já treinados no Hospital Municipal Ronaldo Gazzola, em Acari, para a abertura da unidade de campanha.

“Os processos seletivos continuarão em curso até que todos os postos de trabalho necessários para o enfrentamento à epidemia de covid-19 estejam ocupados”, informou a nota da secretaria.

Unidade do Leblon recebe primeiros pacientes

Aberto no último sábado, o Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Leblon, na Zona Sul, tem nove internados, sendo sete pacientes de UTI. O número pode mudar até o fim da noite. Entre eles, há pessoas que estavam nas UPAs Engenho Novo, Tijuca, Cabuçu e Marechal Hermes, e no CER Ilha do Governador.

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, novas transferências já estão confirmadas e podem ocorrer ao longo do dia e durante a semana, até completar as 30 vagas iniciais abertas no hospital de campanha, das quais 10 são para UTI. A capacidade da unidade aumentará gradualmente até atingir 200 vagas, sendo 100 para enfermaria e 100 de UTI.

A unidade foi construída em 19 dias com investimento de R$ 45 milhões da niciativa privada. O hospital fica ao lado do 23º batalhão, num terreno do estado, e receberá pacientes de Covid-19 encaminhados pela Central de Regulação Governo estadual.

Novas unidades

A previsão é de que até o fim de maio, o estado do Rio passe a contar com 2.840 leitos distribuídos por 14 hospitais de campanha, contando com as do Hospital de Campanha do RioCentro.

Dez dessas unidades serão administradas pelo Estado (2 mil leitos), enquanto as outras quatro ficarão sob gerenciamento de prefeituras e do governo federal (840).

Do total de leitos disponíveis, 900 serão destinados aos pacientes de UTI. Além do Lagoa-Barra, aberto no sábado, está em funcionamento o Hospital Oceânico, arrendado pela prefeitura de Niterói, com 40 leitos de UTI.

No dia 1º de maio, a prefeitura do Rio vai inaugurar o Hospital de Campanha do RioCentro. Em seguida será a a vez do hospital do Maracanã, também previsto para o começo do mês, com 400 leitos, sendo 80 de UTI, administrados pelo governo do estado.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que há ainda outras oito unidades a serem entregues em maio.

Elas serão inauguradas conforme a demanda de pacientes aumentar: São Gonçalo: no Clube Mauá, com 200 leitos (40 de UTI); Duque de Caxias: ao lado do Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, com 200 leitos (40 de UTI); Jacarepaguá: no Parque dos Atletas, com 200 leitos (50 de UTI); Nova Iguaçu: no Aeroclube da cidade, com 200 leitos (40 de UTI), e contemplando ainda um hospital modular, com 300 leitos (120 de UTI); Campos dos Goytacazes terá uma unidade no Centro, com 100 leitos (20 de UTI); Casimiro de Abreu: ao lado do Hospital Regional Hélio Alves Faria, com 100 leitos (20 de UTI); e Nova Friburgo: no Ginásio Esportivo Frederico Sichel, com 100 leitos (20 de UTI).

Há outras duas unidades hospitalares, não temporárias, que se dedicarão integralmente ao combate a Covid-19: o Centro Hospitalar da Fiocruz, do governo federal, que será inaugurado em 15 de maio: 200 leitos (180 de UTI); e o Hospital Municipal São José, da prefeitura de Duque de Caxias, que terá 100 leitos (50 de UTI) com previsão de abertura para a semana que vem.