A Prefeitura do Rio vai instalar cabines de desinfecção em pontos de maior circulação de pessoas na cidade, como a Central do Brasil e estações de Metrô, BRT e barcas. As duas primeiras unidades serão disponibilizadas no hospital de campanha do Riocentro, na Zona Oeste, para serem utilizadas pelos profissionais de saúde na entrada e saída do local. A primeira chegou no último sábado e a segunda está prevista para chegar nos próximos dias, mas ainda não há uma data precisa para a instalação.

Com intenção de frear o avanço do novo coronavírus, o gestor do Gabinete de Crise contra a Covid-19 e secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, anunciou a medida no último sábado. A instalação das outras cinco cabines que serão usadas ainda não tem dia para serem espalhadas pelo município.

Como funciona a cabine

Dentro da cabine, dispositivos que pulverizam um produto chamado Atomic 70 são ativados. A substância que combate alguns tipos de vírus, incluindo a covid-19, é desenvolvido por um laboratório de São Paulo e certificado pela Anvisa.

Segundo Gutemberg, o produto é usado para desinfectar centros cirúrgicos e o fabricante garante que ele dura de três a cinco horas na pessoa. A estrutura dispõe de um sensor de presença que aciona borrifadores em seu interior liberando o produto – inofensivo aos olhos, pele e cabelos – a quem entra na cabine.

Para o professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edimilson Migowisk,i é importante avaliar o real impacto dessa medida adicional e levar em consideração o custo e o risco para as pessoas.

– O produto que será utilizado é interessante e me parece seguro, apesar de termos pouca experiência com ele. Como qualquer substância, pode trazer algum malefício quando não é bem manipulada, mas, provavelmente, foram realizados testes de irritabilidade e segurança para a população – diz.