O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), citou o embate entre os tocantinenses Kátia Abreu (PP) e Eduardo Gomes (PSDB), nas eleições de 2014, ao defender, em entrevista ao jornal O Globo, na quarta-feira, 4, a parte do texto da reforma eleitoral que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais. “O que não é justo com quem disputa eleição é uma pesquisa que dá, a dois dias da eleição, uma diferença de 30 pontos e você chega no dia empatado, perder por mil votos como foi o caso do senador Eduardo Gomes quando perdeu pra Kátia Abreu. (…) Muitas vezes, isso influencia negativamente a eleição”, defendeu Lira.

De 27 pontos para 0,87 em 6 dias

Nas eleições de 2014, o Ibope sempre mostrou Kátia, que disputava a reeleição, muito à frente do concorrente, o então deputado federal Eduardo Gomes. No dia 29 de setembro, por exemplo, o instituto dizia que a então emedebista teria 47% das intenções de voto e Gomes, 20%. No dia 5 de outubro, data das eleições, o resultado oficial foi bem diferente: ela com 41,64% e ele com 40,77, uma diferença de 0,87 ponto percentual.