O presidente Michel Aoun afirmou que “chegou a hora de declarar o Líbano como um “Estado laico”, durante um discurso por ocasião do centenário do país.

“Peço a proclamação do Líbano como um Estado laico”, disse Aoun no discurso, no qual apontou que o país precisa “mudar o sistema”, após a enorme explosão no porto de Beirute no início de agosto e de meses de profunda crise econômica.

Como a explosão em Beirute derrubou o governo do Líbano

Aoun fez este apelo ao assegurar que está “convencido” de que “só um Estado laico é capaz de proteger o pluralismo, preservá-lo, transformando-o em unidade verdadeira”.

O presidente libanês fez estas declarações às vésperas de uma visita do presidente francês, Emmanuel Macron, que já tinha se declarado favorável a profundas reformas no país do Oriente Médio, ao visitar Beirute dois dias após a mortal explosão ocorrida no porto da cidade em 4 de agosto.

Esta fala de Aoun vem na esteira da declaração do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que se disse aberto para discutir um novo pacto político para o Líbano.

Mais da metade da população do Líbano pode ter dificuldades para conseguir comida devido ao agravamento da crise econômica no país e à destruição de grande parte da infraestrutura portuária da capital, advertiu a ONU.