O presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou nesta quarta-feira (10) que colocará o avião oficial à venda como medida de austeridade e destinará o dinheiro para a saúde e a educação, dois setores muito atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

“Anuncio que venderemos o avião presidencial, recursos que serão utilizados na saúde e na educação de meninos e meninas”, disse o governante em Ayacucho, no centro-sul do Peru, ao entregar um relatório público sobre os primeiros 100 dias de governo.

Além disso, Castillo anunciou que ordenará “que nenhum funcionário faça viagens aéreas na primeira classe” para acabar com os “privilégios de muitos servidores públicos”.

O avião presidencial é um Boeing 737-528 operado pela Força Aérea de Peru, com capacidade para 70 passageiros.

Esta não é a primeira vez que um presidente peruano tenta vender este avião: em 2007, Alan García fracassou em duas ocasiões quando realizou licitações públicas nas quais não houve ofertas.

A razão teria sido o alto preço pedido pela aeronave, que chegava a 18,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 100 milhões). Assim como Castillo, García tinha dito que destinaria o dinheiro da venda para a saúde pública.

O avião presidencial peruano foi comprado por 27,6 milhões de dólares (cerca de R$ 151 milhões na cotaçãoa atual) em 1995, durante o governo de Alberto Fujimori.

A celebração dos 100 dias de governo também serviu para que Castillo anunciasse um aumento no salário mínimo de 930 para 1.000 sóis (de R$ 1.274 para R$ 1.372) a partir de 1º de dezembro.

O presidente também anunciou que os estudantes retornarão às aulas presenciais em março, coincidindo com o início do ano letivo de 2022.