A morte da servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, Francisca Romana Sousa Chaves completa exatos cinco meses nesta segunda-feira (14). Dona Romana, como ela era conhecida, foi a primeira pessoa no Tocantins a perder a batalha para o novo coronavírus. Desde aquele dia, a pandemia já causou mais de 800 mortes no estado.

As vítimas tocantinenses da Covid-19 têm perfil variado. As idades vão desde crianças, uma delas com apenas um ano de idade até uma anciã indígena de mais de 100. A maioria dos mortos é homem, sendo que a proporção está estabilizada na casa dos 60% de vítimas masculinas há mais de um mês.

A curva de contágio se acelerou rapidamente a partir de julho, assim como o total de mortos. Após a morte de dona Romana, em 14 de abril, o Tocantins levou quase dois meses para chegar aos 100 óbitos. A marca foi atingida no dia 6 de junho.

Depois disso, o número de mortes começou a subir mais rapidamente e chegou aos 200 casos ainda no mesmo mês, no dia 30 de junho. Pouco mais de 20 dias depois, em 21 de julho, já eram 300 pessoas mortas pela doença em todo o estado.

O total de vítimas passou de 400 menos de 15 dias depois disso, em 3 de agosto. A triste marca de 500 casos foi onze dias mais tarde, em 14 de agosto. Mais onze dias se passaram e em 25 de agosto o Tocantins já lamentava as 600 vítimas da pandemia.

O total de mortos passou de 700 no dia 2 de setembro. O boletim do último domingo (13) trouxe a confirmação dos mais de 800 casos fatais no estado.

Desde que a pandemia começou, 59.722 moradores do Tocantins foram infectados pela Covid-19. Até este domingo, 17.480 deles continuavam travando a batalha contra o vírus. O número de pacientes consideradas recuperados também acompanhou a curva e passa das 41 mil pessoas.

As informações são do G1 Tocantins.