O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reclamou dos insultos racistas de torcedores da Hungria contra os jogadores da Inglaterra durante o jogo de qualificação para a Copa do Mundo de 2022, na quinta-feira, em Budapeste.

“É totalmente inaceitável que jogadores da seleção inglesa tenham sido alvo de insultos racistas ontem na Hungria”, escreveu Johnson. O chefe de governo pediu à Fifa que “tome medidas enérgicas contra os responsáveis para garantir que esse tipo de comportamento vergonhoso seja erradicado para sempre”.

Veículos da imprensa britânica, como a BBC e a Sky News, relataram os gritos racistas dirigidos aos jogadores negros Jude Bellingham e Raheem Sterling durante a vitória da Inglaterra por 4-0.

“Eu não ouvi”, disse o capitão da Inglaterra, Harry Kane, à ITV. “Vou falar com os rapazes para ver se ouviram alguma coisa”, acrescentou.

Caso isso se confirme, será comunicado à Uefa, afirmou, dizendo esperar medidas enérgicas em resposta.

Pouco antes da partida, os jogadores ingleses também foram vaiados pela maioria dos 60 mil torcedores húngaros por se ajoelharem para denunciar o racismo.

Em 2019, uma partida de qualificação para a Eurocopa 2020, em que a Inglaterra venceu a Bulgária, foi marcada por explosões racistas. O episódio gerou indignação no Reino Unido e nos organismos europeus de futebol.

Em julho, Johnson anunciou sua intenção de proibir o acesso aos estádios de torcedores que proferirem insultos racistas contra os jogadores na Internet. A declaração foi dada na esteira dos ataques sofridos por três jogadores negros da seleção inglesa, após a derrota na final da Eurocopa 2020 para a Itália.