Meghan Markle, a duquesa de Sussex, deu à luz seu segundo filho, uma menina, a quem ela e o marido, o príncipe Harry, deram um nome composto em homenagem à rainha Elizabeth II e à príncipe Diana, mãe de Harrry, que morreu em 1997.

Lilibet ‘Lili’ Diana Mountbatten-Windsor nasceu na sexta-feira às 11h40, sob os cuidados de médicos e funcionários do Hospital Santa Barbara Cottage em Santa Bárbara, no estado da Califórnia, onde o casal vive atualmente.

“No dia 4 de junho, fomos abençoados com a chegada de nossa filha, Lili. Ela é mais do que poderíamos ter imaginado e continuamos gratos pelo amor e orações que sentimos em todo o mundo”, disseram Harry e Meghan em comunicado. “Obrigado por sua contínua gentileza e apoio durante este momento muito especial para nossa família.”

— Mãe e filho estão saudáveis e bem, e se acomodando em casa — disse o secretário de Imprensa do casal. — O duque e a duquesa agradecem seus votos calorosos e orações enquanto desfrutam deste momento especial em família. Relembre os momentos mais icônicos da princesa Diana nos seus 22 anos de morte

Em março, Harry e Meghan não pouparam críticas à família real durante uma entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, revelando detalhes da conturbada convivência nos anos anteriores, o que os levou a abandonar as obrigações da realeza e se mudar para os Estados Unidos. Na ocasião, Meghan disse que ficou tão arrasada com a hostilidade que chegou a contemplar tirar sua própria vida enquanto estava grávida de seu primeiro filho, Archie, nascido em 2019.

Durante a conversa de duas horas, transmitida em horário nobre na noite de um domingo, o casal também disse que integrantes da família real não queriam que o filho do casal recebesse o título de príncipe ou princesa e demonstraram preocupação sobre o “quão escura” sua pele seria.

A família real britânica proibiu que imigrantes e estrangeiros não brancos trabalhassem em postos administrativos dentro das dependências reais até pelo menos o final da década de 1960, segundo documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian.

Papéis encontrados em investigação feita pelo veículo mostram que, em 1968, o gerente financeiro da rainha Elizabeth II, que continua sendo a monarca do Reino Unido, informou funcionários da família real que não era padrão nomear “imigrantes de cor ou estrangeiros” para cargos administrativos, apesar de eles poderem trabalhar como funcionários domésticos.

Há ainda documentos que atestam como integrantes da família real britânica negociaram cláusulas legais que isentavam e ainda isentam a rainha e demais parentes de punições por desrespeito a leis contra a discriminação racial e sexual.