A cadeia não é para qualquer um. O procurador Elio Fischberg tem quatro condenações que somadas chegam a pena total de 15 anos e dois meses. No dia 3, sexta-feira, ele deu entrada em Bangu 8, no Complexo de Gericinó. No mesmo dia, conseguiu um habeas corpus do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça. Saiu da prisão no sábado (4).

A passagem pelo Complexo de Gericinó foi tão a jato que a colunista escorregou. Publicou, terça-feira (7), que ele ainda estava lá. Errado. Fischberg ficou menos de 24 horas em cana por causa de condenação a quatro anos e quatro meses por falsificar visto de permanência no país para um libanês.

Parciornik entendeu que o Órgão Especial do Tribunal de Justiça não poderia ter expedido mandado de prisão quando ele ainda tem direito a recurso. Apesar de ter mais três condenações por falsificação de documentos, entre elas para favorecer Eduardo Cunha, Fischberg, mesmo afastado, recebe salário de R$ 30.471,10 do Ministério Público (MP).

Rei dos recursos

Fischberg é o rei dos recursos. Cada um é acompanhado com lupa pela Assessoria de Recursos Constitucionais do MP. Há ação civil para ele perder o cargo, desde 2011, na Justiça, mas que só vai andar quando houver condenação com trânsito em julgado, sem direito a recurso.

Marcação cerrada

O MP, para punir Fischberg, esbarra no fato de as cortes superiores não terem aceitado a unificação das penas. Ele tem o direito de cumprir uma por uma. A lei diz ainda que membro do MP só perde a função com o trânsito em julgado do processo. Então, lá se foram 18 anos.