A quantidade de focos de queimada registrados entre 1º e 19 de setembro é 216% maior do que o contabilizado no mês de agosto, no Tocantins. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

De acordo com o levantamento realizado pelo órgão, nos 19 primeiros dias de setembro, o estado teve 3.418 focos de calor. No mesmo período do mês anterior, foram 1.081.

Historicamente, setembro é o mês mais crítico em relação aos incêndios florestais. O tempo nesta época é muito seco, as temperaturas chegam a passar dos 40 graus e a umidade é baixa, com índices menores que 20% e até 10%, em algumas cidades. Esse cenário contribui para que as chamas se alastrem.

O mês mais quente do ano contabilizou o maior número de focos desde o mês de maio, conforme os dados. Veja:

1º a 19 de maio: 226

1º a 19 de junho: 646

1º a 19 de julho: 775

1º a 19 de agosto: 1.081

1º a 19 de setembro: 3.418

Desde janeiro, o Tocantins contabilizou ao todo 8.611 focos e é o quinto estado em quantidade de incêndios. Estão nos primeiros lugares do ranking: Mato Grosso (37.138); Pará (23.550); Amazonas (14.348) e Maranhão (8.761).

Nesta semana, uma queimada que atingiu a zona rural de Pequizeiro, no interior do Tocantins, se espalhou rapidamente por várias propriedades. Além dos danos ao meio ambiente, o fogo também causou prejuízos aos pequenos produtores. Um vídeo gravado em uma das propriedades mostra o momento em que uma vaca morreu.

O fogo significa prejuízo para o pequeno produtor, que precisa do pasto para alimentar os animais. “A nossa produção aqui é a produção leiteira. Então estamos sem saber o quê que vamos fazer”, disse Elieide Santos da Cruz.

Neste fim de semana, órgãos ambientais, de segurança, militares do Exército, integrantes do Comitê do Fogo, além de drones e helicóptero realizaram mais uma operação de fiscalização, prevenção e combate aos focos de incêndio no distrito de Taquaruçu, Palmas e Lajeado.

As áreas na zona rural de Palmas foram priorizadas. A ação contou com o uso de avião, drones, viaturas e mais 80 agentes para as ações. O objetivo foi também autuar pessoas flagradas ateando fogo na vegetação.

Segundo a Defesa Civil do Tocantins, os incêndios são criminosos provocados pela ação sem controle do homem. O Ministério Público Estadual está investigando.

“O Ministério Público já instaurou vários procedimentos destinados a investigar a responsabilidade pelos crimes decorrentes dos incêndios e queimadas do Tocantins”, disse o procurador de justiça José Maria Teixeira.

As informações são do  G1 Tocantins.