O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) queixa-crime contra Jair Bolsonaro por difamação onde pede R$ 35 mil de indenização.

Ele afirma que o presidente quer ferir sua reputação ao falar que o congressista estaria envolvido nas supostas irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana Covaxin.

Bolsonaro publicou em suas redes sociais um vídeo de abril em que Randolfe defende a aprovação do uso emergencial do imunizante. “Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa”, escreveu o presidente.

Ele disse também que Randolfe e outros integrantes da CPI “tudo fizeram” via emendas para que governadores e prefeitos pudessem comprar vacinas “a qualquer preço, com o presidente da República pagando a conta”. “Com planos frustrados restou ao G-7 da CPI acusar ao Governo do que eles tentaram fazer”, disse.

O senador pede na ação que o vídeo seja removido das redes em até 12 horas a partir da concessão da medida liminar, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora de descumprimento, e a proibição de novas publicações com o mesmo teor, também sob pena de multa de R$ 10 mil por cada publicação.

Randolfe pede ainda que Bolsonaro seja obrigado a se retratar por meio da publicação de texto em que se dirá que “são falsas as alegações de que o senador Randolfe Rodrigues queria comprar a vacina Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa e que negociou a quantidade de vacinas”.

“Acabo de apresentar queixa-crime contra Bolsonaro por difamação, em razão de tentativa de ferir minha reputação mentindo sobre meu alegado envolvimento nos esquemas da Covaxin. Essa covardia de fake news precisa acabar!”, escreveu Randolfe em sua conta no Twitter. Ele diz que integrantes do governo é que estariam envolvidos no suposto esquema.