A ideia de que porcelanatos têm somente a função de impermeabilizar algumas áreas de um imóvel ficou no passado. Com o avanço da tecnologia na indústria, as peças de cerâmica atualmente apresentam tamanhos maiores e diferentes formatos e texturas que podem ser utilizados em todos os cômodos. A versatilidade do material e o custo para sua aplicação durante uma reforma como acabamento podem ajudar a valorizar o imóvel em até 20%, segundo a avaliação de corretores de imóveis . Já os fornecedores garantem que a opção pelo porcelanato também pode gerar economia no orçamento final de uma reforma.

O mercado atualmente oferece porcelanatos com dimensões 90×90, que imitam materiais naturais como madeira, mármore e até rochas, mas com um custo muito mais barato. Além disso, é possível economizar na quantidade de peças necessárias para cobrir uma determinada área usando peças maiores. Isso porque os revestimentos mais antigos tinham dimensões menores de 60×60.

— É um ganho significativo. Como exemplo, podemos fazer a comparação com uma linha básica de madeira natural. O preço inicial cobrado pelo metro quadrado é de R$ 350. No porcelanato com a impressão de madeira, esse custo costuma ser de R$ 100 — avaliou Rodrigo Salvatti, gerente comercial da Villagres, que atua há 90 anos no mercado de revestimentos cerâmicos — Outra característica positiva é a facilidade de manutenção. Peças naturais precisam de cuidado específico e periódico, o que não é necessário para o porcelanato — acrescentou.

A valorização do imóvel se dá pelo uso de um material que é novo no mercado. Salvatti ressalta, no entanto, que, embora o material possa encher os olhos de potenciais compradores, o percentual de valorização do imóvel que o proprietário pode obter depende de outras variáveis, como a localização do imóvel, preço e tamanho.

— O Rio de Janeiro, por exemplo, é uma cidade onde falta área para construção nos bairros mais valorizados. Por isso, uma reforma com materiais que são sinônimo do há que mais moderno no mercado faz toda a diferença. Com as redes sociais, as pessoas tem cada vez mais acesso a informações sobre arquitetura e design. Portanto, possíveis compradores vão buscar por tendências, pelo que é mais novo — avaliou Salvatti.