O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou  que a regra que proíbe a participação de militares em atos políticos deve ser respeitada para “evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças“. Ele disse que o Exército Brasileiro seguirá “os trâmites previstos” no Regulamento da corporação quanto ao caso do ex-ministro Eduardo Pazuello.

O ex-chefe da Saúde é general 3 estrelas e foi visto em ato pró-governo no domingo (23.mai) junto do presidente Jair Bolsonaro.

“A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças. Porque assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é. Então, cada um tem que permanecer dentro da linha que as Forças Armadas têm que adotar“, declarou em conversa com jornalistas na saída da Vice-presidência.

 “As Forças Armadas são apartidárias, elas não têm partido, o partido das Forças Armadas é o Brasil“, disse.

O Exército decidiu abrir na 2ª feira (24.mai) um processo administrativo contra Pazuello. O general chegou a subir em um trio elétrico e discursar no microfone durante o ato no Rio de Janeiro. Assim como o presidente, ele não utilizava máscara. Nesta 5ª feira, vence o prazo para que o ex-ministro da Saúde apresente sua defesa ao Exército.

O comandante do Exército, Paulo Sérgio Oliveira, deverá tomar uma decisão sobre o caso. Ele participa nesta 5ª feira de viagem a São Gabriel da Cachoeira (AM) junto do presidente e do ministro da Defesa, Braga Netto. Questionado sobre uma possível renúncia de Paulo Sérgio caso Pazuello não fosse punido, Mourão descartou a possibilidade

“O Exército vai seguir os trâmites previstos no Regulamento. E se o comandante chegar à conclusão de que tem que aplicar uma punição ao Pazuello, ele vai aplicar”, afirmou.