A chegada do 5G no Brasil promete revolucionar as cidades. Estudos indicam que o investimento com o 5G pode elevar o PIB brasileiro em US$ 1,2 trilhão até o ano de 2035, o que já vai começar a funcionar como um dos motores de recuperação econômica do país no pós-pandemia.

Especialistas garantem que o Brasil será o país mais beneficiado pelo 5G na América Latina, tanto na cidade quanto no campo. O setor de agronegócio, por exemplo, pode movimentar R$ 49 bilhões até 2030, R$ 10 bilhões só de receitas impulsionadas pelo 5G.

Com apenas 23% da área rural coberta com sinal de internet móvel, o país poderia ampliar o valor da produção agrícola em até R$ 100 bilhões com a ampliação do sinal de telefonia.

Com a automação e robotização do 5G no campo, a produtividade vai aumentar, vai ser possível produzir mais em menos tempo. No país, startups já focam em projetos para o campo com capacidade para receber a tecnologia 5G.

O Brasil tem hoje 440 milhões de smartphones. Existem mais celulares do que pessoas no país: em média, são dois aparelhos por habitante, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O terceiro episódio da série especial Revolução 5G aborda, mais uma vez, como a nova tecnologia será um avanço na comunicação entre as máquinas sem precisar da ação humana.

Cidades conectadas

Agora, chegou a vez das cidades se conectarem de vez. A revolução do 5G vai dar cérebro a prédios, ruas, ao transporte público e a tudo o que puder ser controlado pela internet.

Quando o 3G evoluiu para o 4G, mudou o relacionamento entre as pessoas. Com o 5G, o avanço vai ser na comunicação entre as máquinas. Já é possível ver a potência dessa nova tecnologia em Sorocaba (SP). O 5G já está ativo no Instituto de Pesquisas Facens. Todo o campus está conectado e funciona como uma cidade inteligente, sob o comando de um computador.

O mercado global de cidades conectadas deve movimentar R$ 78 bilhões em 2021. Com o avanço do 5G, em 2025, o mercado pode atingir R$ 182 bilhões.

As cidades inteligentes também terão carros inteligentes. Isso quer dizer que os veículos vão se comunicar entre si e também com o ambiente, como a rodovia, por exemplo. Os carros saberão o momento certo para ultrapassar e desviar de um buraco. Tudo isso sem motorista, apenas com a rede 5G.

Para ter cobertura nacional de 5G, o Brasil vai precisar de até um milhão de novas antenas espalhadas pelos estados, número dez vezes maior que o atual da rede 4G. O aumento em produtividade gerado vai se transformar em ganho econômico.