A prefeitura do Rio decidiu, nesta quarta-feira, que o acesso a Copacabana será bloqueado durante a noite do ano novo, conforme antecipado pelo portal G1. A partir das 20 horas do dia 31, somente moradores poderão ter acesso ao bairro. A decisão é do prefeito em exercício do Rio, Jorge Felippe (DEM), para evitar aglomerações.

De acordo com Jorge Felippe, em entrevista ao RJ2, da TV Globo, o esquema prevê a proibição de entrada de veículos já a partir das 20 horas do dia 31 de dezembro, com excessão a moradores. As estações de metrô, da Central até a Barra da Tijuca, assim como os ônibus, também não terão acesso a Copacabana a partir do mesmo horário.

— Estarão proibidos os cercadinhos no entorno dos quiosques, qualquer tipo de evento está proibido. Proibida também a ocupação de ambulantes fixos nas areias, e cercadinhos nas areias. O que aconteceu no ano passado está absolutamente vedado este ano. Nós temos que buscar, acima de tudo, a preservação da vida e da saúde, porque ninguém desceonhece a gravidade da Covid-19. Então, exige dos entes públicos medidas austeras. Com certeza vamos encontrar, por parte da população a solidariedade, o empenho e a responsabilidade necessárias para que possamos evitar que esse contágio aumente em nossa cidade — disse Jorge Felippe ao RJ2.

Questionado sobre a ideia de restringir a entrada de ônibus de excursão na cidade na noite da virada, o prefeito em exercício confirmou que a medida será cumprida.

— Nós conversamos hoje esta alternativa com o governo do estado. Vamos bloquear os acessos à cidade do Rio de Janeiro a qualquer ônibus de turismo que se destine à orla da cidade. É bom que todos tenham conhecimento de que serão bloqueados, que não terão acesso à cidade do Rio — revelou, sem dar detalhes da operação.

Na última semana, Marcelo Crivella já havia cancelado a festa alternativa de reveillon do Rio. Na impossibilidade de realização do modelo tradicional, com shows e queima de fogos na Praia de Copacabana, a prefeitura havia decidido por uma opção sem aglomerações: transmissão virtual de apresentações em seis palcos espalhados pela cidade e shows de luzes. Mas o novo aumento de casos de Covid-19 influenciou para que esse projeto fosse abortado.

Dias depois, o município também proibiu as festas privadas de réveillon nos quiosques da orla da cidade. Estão proibidos cercadinhos, shows ou eventos com cobrança de ingressos ao longo da orla, seja na areia ou calçadão na virada do ano.