O governo da Rússia condenou nesta terça-feira (21) uma suposta tentativa do Reino Unido de responsabilizar Moscou pelo envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e sua filha, Yulia, ocorrido em março de 2018, em Salisbury, na Inglaterra.

“Condenamos firmemente todas as tentativas de Londres de responsabilizar Moscou pelo que aconteceu em Salisbury e insistimos em uma investigação profissional, objetiva e imparcial sobre o incidente”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

Nesta terça, a polícia britânica formalizou acusação contra um terceiro cidadão russo que estaria envolvido nas tentativas de assassinato. Trata-se de Denis Sergeev, que utilizada o nome Sergey Fedotov no Reino Unido e que também é acusado pela tentativa de matar o ex-policial Nick Bailey, por envenenamento com o agente químico Novichok, em caso que desencadeou em crise diplomática entre Londres e Moscou.

“Há mais de dois anos, as autoridades britânicas estão utilizando o incidente em Salisbury para complicar, deliberadamente, nossas relações bilaterais”, afirmou a porta-voz da Chancelaria russa.

Zakharova, contudo, garantiu que o governo da Rússia está disposto a colaborar com as investigações que estão sendo realizadas no Reino Unido. Sergeev, além das tentativas de homicídio, é acusado de conspirar para matar Skripal, provocar danos físicos intencionais em Yulia, filha do ex-espião, e Bailey, e também por posse e uso de arma química.

Após o caso em Salisbury, as autoridades britânicas ordenaram a expulsão de 23 diplomatas russos, o que Moscou retaliou com a ordem de retirada da mesma quantidade de diplomatas britânicos. Posteriormente, a Rússia também decidiu expulsar dezenas de diplomatas de outros países ocidentais, a maioria da União Europeia, que se solidarizaram com Londres pelo incidente.