Pelo segundo dia consecutivo, a vacinação com a primeira dose contra a Covid-19 continua suspensa na cidade do Rio nesta quinta-feira. De acordo com o município, o motivo são os atrasos nos envios dos imunizantes pelo Ministério da Saúde (MS). Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes informou nesta quarta que a capital recebeu 37.962 novas doses de vacinas. Mas, para proteger homens e mulheres com 24 anos, os próximos da fila para se vacinar, seriam necessárias 68 mil unidades.

“Não vamos usar nosso estoque de segunda dose”, escreveu Paes, que chegou a fazer um apelo ao governador de São Paulo, João Doria. “Não tem como mandar doses direto da CoronaVac para cá, não? Sem intermediários”, questionou ele, em referência ao imunizante produzido pelo Instituto Butantan no estado vizinho.

O pedido foi respondido por Doria, também nas redes sociais. O governador classificou a situação como “incompetência do governo federal”, destacando que o MS teria 11,2 milhões de vacinas estocadas. “Aqui (em São Paulo), compramos doses extras e, ainda assim, falta, porque não recebemos doses prometidas pelo Min. Saúde”, publicou Doria.

Procurado, o Ministério da Saúde afirmou que nos próximos dias ocorrerá uma nova distribuição para os estados, sem detalhar, porém, a data e a quantidade de vacinas a ser enviada ao Rio. Ao todo, na madrugada desta quarta-feira, a Secretaria estadual de Saúde informou ter recebido 98.270 unidades dos imunizantes para remeter aos municípios.

Com isso, nesta quinta-feira, a imunização com a primeira dose na cidade do Rio ficará restrita a adultos acima de 45 anos, pessoas com deficiência, gestantes, lactantes e puérperas a partir de 18 anos, sem previsão para a retomada do calendário por idade. A segunda dose, no entanto, está mantida normalmente.

Escolas vão reabrir

Apesar da incerteza instalada, as escolas da rede estadual fechadas no início da semana na capital e em mais 35 municípios serão reabertas, segundo anunciou nesta quarta-feira o governador do Rio, Cláudio Castro. Ele afirmou que um novo decreto será publicado até sexta para determinar a retomada.

— Aqui, a escola será a última coisa a fechar. Não tem como falar de jogo de futebol e, ao mesmo tempo, fechar escola. Só pedi ao secretário de Educação que se oferte o modelo híbrido. A orientação clara é ter escola aberta — afirmou Castro.

Em nota, a Secretaria estadual de Educação esclareceu que a determinação foi tratada em reuniões nesta quarta-feira, com participação do secretário da pasta, Alexandre Valle, e do titular da Saúde, Alexandre Chieppe, com o intuito de alinhar as mudanças no atual decreto contendo os protocolos para a volta às aulas presenciais.