O Senado dos Estados Unidos votou majoritariamente  a favor de um projeto de lei de políticas de defesa que autoriza a criação da Força Espacial — mais um braço militar além do Exército, Marinha, Força Aérea, Fuzileiros Navais e Guarda Costeira.

No valor de US$ 738 bilhões, o projeto faz parte do orçamento que será enviado ao presidente Donald Trump — um dos defensores da criação de uma Força Espacial. O republicano prometeu sancionar a lei rapidamente, segundo a agência Reuters.

Assim, a Força Espacial se torna a primeira nova ramificação das Forças Armadas dos EUA em mais de 60 anos. O projeto vinha sendo aprovado na Câmara, mas encontrava resistência no Senado. Veja no vídeo abaixo.

EUA anunciam a criação da sexta força militar do país: o comando espacial

Trump ordenou a criação do comando militar espacial em 2018 — medida que o então secretário de defesa, Jim Mattis, rejeitou por considerar cara e inútil. Em junho daquele ano, o presidente justificou a intenção de criar o novo ramo das Forças Armadas:

“Nosso destino além da Terra não é apenas uma questão de identidade nacional, mas uma questão de segurança nacional”, afirmou.

Segundo a agência Associated Press, a medida na prática realocará parte do efetivo que trabalha na Força Aérea para atuar na nova Força Espacial.

Orçamento dos EUA

Na véspera do processo de impeachment contra Donald Trump, o Congresso dos EUA corre para votar o orçamento antes que haja outro “shutdown” — interrupção dos serviços do governo por causa do dinheiro bloqueado. No ano passado, a paralisação atingiu duração recorde.

Além da criação da Força Espacial, a medida orçamentária — chamada de Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês) — incluirá uma série de diretrizes: nível salarial dos militares e os tipos de navios ou aeronaves que serão modernizados, comprados ou aposentados.

A legislação deste ano inclui um aumento de salário de 3,1% para os militares, a primeira licença-paternidade ou maternidade remunerada para todos os funcionários federais.

A Câmara e o Senado votaram versões diferentes da NDAA no início deste ano. Depois, negociadores dos dois partidos e das duas Casas do Congresso, juntamente com representantes da Casa Branca, trabalharam durante meses para chegar a um termo de compromisso com o projeto aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na última terça-feira.