O vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), criticou nesta 4ª feira (4.ago.2021) um inquérito da PF (Polícia Federal) que determina abertura de investigação sobre possíveis vazamentos de informações sigilosas pelos senadores.

“Não terá ninguém dessa CPI que será intimidado. Já disse uma vez senhor Presidente, não mandem notinhas para cá, não podem castigar nas milícias digitais, podem fazer as milícias reais atuarem, podem querer agora transformar honrosa Polícia Federal em Polícia Política não nos intimidarão”, disse Randolfe.

A discussão já havia sido levantada na reunião desta 4ª feira pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO). Ele disse ao relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), que internautas tiveram acesso a documentos sigilosos da comissão.

“Como é que o internauta sabia? Foi alertado pelo internauta de que tinha esse documento? Vem cá, como é que o internauta teve acesso ao documento, viu o documento? Quem foi que falou para o internauta daquele tipo de conversa? Eu gostaria de saber –e imagino que os demais membros da CPI também– como o internauta teve acesso a tais informações sigilosas. Isso é um episódio de vazamento seletivo de informações? É isso ou não?”, declarou Rogério.

Renan argumentou que o ouvinte da CPI o alertou para o recebimento do documento e não que este teria visto o documento, que era sigiloso. O documento em questão apontava contradições no depoimento do ex-assessor de logística do Ministério da Saúde Marcelo Blanco. O Poder360 obteve prints e áudios que contradizem a versão dada à CPI.

A ideia de Randolfe, que foi apoiado por Renan, Otto Alencar (PSD-BA), Fabiano Contarato (Rede-ES), Humberto Costa e pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), é pedir que a investigação da PF seja encerrada.

“Que esta comissão parlamentar de inquérito notifique, comunique a presidência do Congresso Nacional para que sejam tomadas as providências devidas contra o senhor ministro da justiça, contra o diretor geral da Polícia Federal por ferir o artigo da lei 1.562 de 1952 que diz, constitui crime, tentar intimidar, tentar impedir o funcionamento de comissões parlamentares de inquérito”, disse Randolfe.